R.Cássia Púlice
Carlos Drummond de Andrade


Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
R.Cássia Púlice
Questões sobre a Escola.

Rita de Cássia Púlice Vieira


Entre os muitos problemas pelos quais perpassa nossa educação, alguns deles em maior ou menor intensidade, têm prioridade na pauta do debate que abrange o currículo escolar. Em busca de soluções, discute-se, entretanto, a realidade; a organização; a essência; a pluralidade; a formação, o presente e o futuro das escolas, e de seus alunos. Não existe ainda um caminho mágico, vias de regra, a percorrer, mas sim um debate contínuo, um querer - fazer de cada um dos interessados.
A maioria das escolas, hoje, está situada em grandes centros urbanos que concentram uma gama ainda maior de sérios problemas. Todos esses problemas, que não cabem enumerá-los ou destrinchá-los aqui, envolvem diretamente a criança, sujeito principal, que ocupa e necessita desse espaço - tempo para o seu desenvolvimento. A escola deve se preparar e se organizar, a priori, dentro do espaço urbano no qual está localizada, analisando implicitamente as relações sociais que influenciam esta organização social.
A escola deve procurar valorizar a experiência cotidiana de seus alunos, respeitando suas diferenças, observando suas necessidades dentro e fora do ambiente escolar, objetivando efetivamente os interesses de cada um. Deste modo, é imprescindível que a escola repense seus espaços internos adaptando-os, tornando-os prazerosos, úteis, para que a criança em seu tempo, dentro de cada faixa etária (primeira infância até a adolescência), possa sentir-se amparada e estimulada em seu desenvolvimento.
De uma maneira geral há muito que fazer e modificar na educação, para que possa beneficiar o ambiente escolar como espaço físico, político, de apreensão do conhecimento, e cultural. O ponto principal é valorizar o ensino – aprendizagem como um bem maior, e não como mercadoria de troca para o mercado de trabalho. Também é possível acompanhar a evolução tecnológica – científica, utilizando-a para aquisição de saberes em prol do desenvolvimento humano, além de qualificar os profissionais da área de educação - professores, pedagogos, gestores - permitindo-lhes melhores condições de atuação e de resultados.
Se a escola teve, em seu passado, diversos problemas a resolver para que chegássemos ao presente com algum avanço, hoje, os enfrentamos com as diferenças históricas proporcionais, buscando construir um futuro mais ameno, sólido e qualitativamente melhor para o desenvolvimento das nossas crianças, e a formação plena do cidadão.
R.Cássia Púlice

“A BELA E A FERA”
Walt Disney

Rita de Cássia e Shayna.

O filme (desenho) de Walt Disney retrata a história de dois seres completamente diferentes que se encontram e se apaixonam, procurando transmitir a máxima dos opostos que se atraem, ou que a verdadeira beleza está no interior e não na aparência das pessoas.
A história transcorre em um vilarejo do interior de Paris e conta a saga de um belo e rico príncipe, porém mimado e grosseiro que, por seu egoísmo e arrogância ao desprezar e negar uma rosa oferecida por uma velhinha pobre, de má aparência, é surpreendido e transformado em Fera por, na verdade, uma linda feiticeira, e seus empregados em móveis e utensílios domésticos. Para que o feitiço seja quebrado o príncipe deverá conhecer o amor, ou seja, aprender a amar e ser amado no prazo de 21 anos, do contrário viverá eternamente como Fera, enclausurado em seu castelo.
Nesse pacato vilarejo de pessoas simples e vida rotineira, afastado do castelo da Fera, mora Bela, filha de um velho inventor, moça bonita, perspicaz, inteligente, afetuosa, que se interessa por livros. É considerada pelos moradores do vilarejo uma moça esquisita e metida a inteligente, assim como seu pai é visto como um velho “matusquela”, pois eles não aceitam e discriminam o que for diferente. Nele também mora Gastão, um jovem considerado o mais bonito do vilarejo, e é, por conseguinte um tanto quanto machista, autoritário, orgulhoso e egocêntrico, tem o firme propósito de se casar com Bela a qualquer custo, por achá-la compatível a sua beleza.
Bela se torna prisioneira da Fera ao tentar libertar seu pai, que é preso ao se esconder no castelo tentando refugiar-se de lobos ferozes. Este encontro entre a Bela e a Fera, começa a promover mudanças no interior da Fera, que se encanta com a beleza exterior e interior de Bela. Essa beleza é realçada quando Bela pede para ficar prisioneira no lugar de seu pai, abrindo mão de seus sonhos e se pondo a mercê da horrível Fera. Este a priori, movido por interesses próprios, aceita a troca buscando favorecer a quebra do feitiço.
Aos poucos, enquanto prisioneira, Bela também consegue identificar traços de bondade e beleza no interior da Fera, despertando com isso um grande interesse e maior afinidade entre os dois, até se apaixonarem. Assim transcorre a história, até o desfecho em que Gastão toma conhecimento da existência da Fera e por ciúmes tenta matá-lo, instigando os moradores a rumarem em direção ao castelo para destruí-lo.


Como todos os filmes de Walt Disney, esse também é cheio de encantos e magia, com lindos personagens, bela fotografia, cores deslumbrantes, um musical encantador, enfim, um clássico que contagia desperta e prende o interesse de quem o assiste, até mesmo os adultos. Só mesmo assistindo uma segunda vez, com “outros olhos”, podemos perceber que o filme discorre entre vários temas enfrentados e combatidos no cotidiano, como a intolerância, o desrespeito, o desprezo, o preconceito, a indiferença, a valoração do poder e da riqueza, entre outros.
O vilarejo é composto por pessoas humildes, pobres, de peles claras e felizes, segundo seus interesses. Entretanto, destaca-se o fato de não haver sequer um morador negro, e serem todos preconceituosos. Bela e seu pai são exemplos desse preconceito, ele por ser um inventor e estar sempre procurando modificar e melhorar as coisas, ela é discriminada por gostar de ler, por ser inteligente e não se encaixar no perfil dos moradores, os quais não buscam mudanças e se comprazem com a mesmice. E mesmo tão inteligente, à frente de seu tempo, é uma sonhadora, e com base nos livros que lê ainda deseja encontrar seu príncipe encantado. Algumas cenas reforçam a contradição da idéia central de um conto infantil onde há um príncipe encantado perfeito. O príncipe, antes de ser enfeitiçado já denotava um caráter medíocre, era mimado, egoísta e grosseiro, além de mal educado, o que vem a ser amenizado muito tempo depois da sua transformação em Fera.
Gastão é o caçador do vilarejo, um belo jovem egocêntrico que não desperta o interesse de Bela, tem tantos defeitos quanto o príncipe, mas é pobre. Trata seu empregado, um ser subserviente, com desdém, humilhando-o e agredindo-o o tempo todo, uma violência que, na verdade, não deveria ser ressaltada. Ele é manipulador e usa de artifícios desabonadores como chantagem, corrupção, entre outros, para tentar se casar com Bela. Artimanhas muito utilizadas, infelizmente, por muitas pessoas na vida real.
A história mostra que os personagens têm tantos defeitos morais quanto às pessoas do cotidiano real, pois fazem pré-julgamentos, agem com mesquinharia e interesses próprios, pensam primeiramente em si mesmos e não aceitam o diferente. A beleza física pressupõe lugar de destaque e respeito impondo padrões, dessa maneira, por sua forma horrível e feia a Fera se retrai, afastando-se das pessoas, vivendo em clausura, como fazem ou são obrigados a fazer os que são excluídos. Quando descoberto, o príncipe/Fera é rechaçado, agredido e humilhado pela população, problemas pelos quais passam as pessoas consideradas diferentes na sociedade real. Mas, após solucionarem os problemas, e obterem a vitória do amor entre a Bela e a Fera, fica a mensagem que, devemos procurar ver além das aparências, respeitar as diferenças, pois dentro de uma “fera” pode existir sentimentos e valores que devem ser considerados e enaltecidos para a evolução do ser humano.


R.Cássia Púlice
PLANO DE AULA

Disciplina: Língua Portuguesa Nível: 5º ano
Tema: Desenho animado como instrumento pedagógico
Tempo Estimado: 2 aulas

Objetivos:
• Construir e expressar idéias / opiniões de forma oral por meio da exibição do filme.
• Desenvolver a produção de textos em linguagem escrita, estimulando a criatividade através do lúdico.
• Aprimorar a capacidade crítica e comunicativa durante debate.
• Propiciar a reflexão e análise de questões / problemas do cotidiano.

Conteúdo:
• Produção Textual, oral e escrita, baseados na exposição do filme “A Bela e a Fera”.
• Interpretação e dinâmica de grupo.
• Discussão sobre valores morais e preconceito.

Ações Didáticas:
1º Momento:
• Exibição do filme “A Bela e a Fera”.
• Explanação sobre a questão do Bullying e do preconceito, com discussões sobre determinados momentos do filme que demonstrem o assunto a ser abordado, abrangendo os devidos questionamentos e esclarecimentos, tais como:
• Se já sofreram ou conhecem alguém que tenha sofrido algum tipo de discriminação?
• Como reagiram?
• O que sentiram?
• Por que não devemos discriminar?

2º Momento:
• Dividir a turma em grupos para que reescrevam um novo final para o filme. (Determinados pontos que acharem necessário mudar)
• Fazer uma dramatização destes finais.
3º Momento:
• Formar um grande e único grupo para o debate final, no qual serão discutidas as questões sobre preconceito (questões dos negros, deficientes físicos, índios, gordos, magros), valores morais (respeito, tolerância, compreensão, bondade etc.), Bullying (apelidos, xingamentos etc.), exclusão e inclusão, e os textos finais idealizados pelos alunos.

Recursos:
• Aparelho de TV
• Aparelho de DVD
• DVD (Filme a ser apresentado)
• Cadernos, lápis, borrachas
• Cartolina e lápis de cor, para cartazes e máscaras (dramatização)

Avaliação:
Levará em conta a:
• Interação / Participação do aluno
• Produção Textual / Gramática
• Compreensão Leitora

Referências:

GIROUX, Henry A., A Disneyzação da Cultura Infantil, In: SILVA, Tomaz Tadeu; MOREIRA, Antonio Flavio (orgs.). Territórios contestados. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 49-81
“A Bela e a Fera”, animação de Walt Disney Pictures.
R.Cássia Púlice
Henry Giroux

Henry Giroux nasceu em 18 de setembro de 1943, em Providence, Rhode Island. Filho de Armand e Alice Giroux. Americano crítico cultural recebeu seu doutorado em 1977, da Carnegie – Mellon. Tornou-se professor de Ensino na Universidade de Boston, 1977/1983.
Em 1983, se tornou professor em Educação e renomado estudioso em residência na Miami University em Oxford, Ohio, onde também atuou como diretor do Centro de Educação e Estudos Culturais.
Henry Giroux ajudou a desenvolver a teoria crítica sobre currículo, destacando-se como figura importante na teoria da educação radical, expandido a idéia de uma “Pedagogia de fronteira”. Professor nos E.U.A., um dos maiores representantes da teoria crítica educacional da atualidade, enquanto educador aborda questões de importância teórica, política e pedagógica, voltando-se para áreas que englobam a problemática da cultura popular, assim como nas artes de um modo geral, porém, sempre em conexão com a questão pedagógica e curricular.
Seus últimos trabalhos continham, de forma limitada, contribuições do pós-modernismo e pós-estruturalismo, centrando suas críticas à racionalidade técnica e utilitária, assim como o positivismo das perspectivas dominantes sobre currículo.
Na visão de Giroux as perspectivas dominantes ao se concentrarem em critérios de eficiência e racionalidade burocrática, deixavam de levar em consideração o caráter histórico, ético e político das ações humanas e sociais; particularmente do conhecimento. E como resultado desse apagamento, contribui para a reprodução das desigualdades e das injustiças sociais.
Giroux se inclinava, nesse momento, para uma posição claramente tributária do Marxismo, evitando, ao mesmo tempo, uma identificação com a rigidez economicista de certos enfoques marxistas.
No momento em que Giroux começa a escrever já estavam em circulação as teorizações que teriam, depois, tanta influência sobre a teoria educacional crítica:
• A crítica da ideologia de Althusser;
• A crítica cultural de Bourdieu e Passeron;
• O princípio da correspondência de Bowles e Gintis.
Giroux não estava satisfeito com a rigidez estrutural e com as conseqüências pessimistas dessas teorizações. Concentrando boa parte do seu trabalho inicial de críticas a essas perspectivas. Nesse modelo, o que ocorria na escola e no currículo estava determinado de antemão pelo que acontecia na economia e na produção.
Ele também criticava as vertentes da crítica educacional da fenomenologia e os modelos interpretativos de teorização social. Uma das correntes do movimento de reconceiptuação da teorização curricular estava centrada nesse estudo fenomenológico.
Giroux critica essas análises por não darem suficiente, ou nenhuma, atenção às conexões entre, de um lado, as formas como essas construções se desenvolvem no espaço restrito da escola e do currículo e, de outro, as relações sociais mais amplas de controle e poder. Para Giroux a escola e o currículo devem ser locais onde os estudantes tenham a oportunidade de exercer as habilidades democráticas da discussão e da participação. O currículo é um local onde, se produzem e se criam significados sociais.
R.Cássia Púlice
Indagações sobre Currículo – Educandos e Educadores seus direitos e o Currículo.
Miguel Gonzáles Arroyo


Neste texto, o autor procura refletir a respeito da organização curricular, da importância do trabalho dos educadores, a forma de aprendizado e o aprender dos educandos. Ele ressalta a necessidade de um aprofundamento na analise do currículo em face ao contexto atual, sendo esse o momento oportuno para que seja feito um debate envolvendo os questionamentos referentes ao mesmo, para que modificações sejam feitas em prol da formação plena e da cidadania.
Assim como Elvira Souza Lima, no texto “Currículo e Desenvolvimento Humano”, Arroyo evidencia as mudanças pelas quais atravessa nossa sociedade, a posição do sujeito em sua conformação social, cultural e profissional e a redefinição da sua identidade pessoal. Tais mudanças sugerem novas práticas, novos métodos e um novo olhar pedagógico para a formação humana em sua caminhada social, política e cultural.
As escolas vêm procurando adaptar-se a essas mudanças gradativamente, porém mantendo ainda um estilo padrão em seus currículos. As antigas fórmulas continuam sendo repetidas constituindo novos problemas. O autor critica a mercantilização da educação, citando que trabalho é ainda a fonte principal de onde e para onde o currículo está voltado, e o conhecimento está embasado nas perspectivas do mercado capitalista. Prepara-se o educando para o “uso” criterioso desse mercado de trabalho, em detrimento ao conhecimento pleiteado para além da formação do indivíduo, ou seja, do homem como ser social, do cidadão.
O trabalho é uma das bases fundamentais para a formação do homem e para tanto, deve fazer parte da estrutura curricular, sem, no entanto, suplantar conhecimentos e saberes que verdadeiramente preparam e enriquecem o homem dentro das relações sociais.
Debater o currículo é questionar os moldes da escola, com suas regras e diretrizes sedimentadas em valores hierarquizados, é também discutir o trabalho do educador que reproduz obrigatoriamente as imposições pautadas na organização curricular. É reavaliar o processo ensino-aprendizado, a apreensão dos conhecimentos adquiridos e administrados. Priorizando solucionar as dificuldades e variáveis do aluno - educando, respeitando seu tempo, espaço e identidade, reconhecendo as respostas ao trabalho do educador.
R.Cássia Púlice
Indagações sobre Currículo – Educandos e Educadores seus direitos e o Currículo.
Miguel Gonzáles Arroyo


Tópicos:

•Há um clima propício para repensar os Currículos.

•A organização curricular afeta a organização de nosso trabalho e dos educandos.

•Necessidade de programar encontros, estudos e oficinas para indagar o Currículo.

•As identidades pessoais vêm sendo redefinidas. Refletem-se na forma de ver os educandos, o conhecimento, os processos de ensinar – aprender.

•No nosso sistema educacional, a estrutura das escolas é rígida, disciplinada, normatizada, segmentada, em níveis, séries, estamentos e hierarquias.

•A organização do nosso trabalho é condicionada pela organização escolar.

•Cerne das indagações: repensar e superar lógicas estruturantes dos currículos que afetam a estrutura do trabalho.

•O trabalho coletivo é uma forma de trazer o currículo para o cotidiano profissional.

•Há novas sensibilidades nas escolas e na docência em relação aos educandos.

•O currículo vem conformando os sujeitos da ação educativa – docentes e alunos.

•Um olhar crítico sobre essas imagens é um caminho para uma postura crítica perante os currículos.

•A visão reducionista marcou de 1979 a 1980, como hegemônica e ainda está presente em muitas escolas.

•Os alunos são vistos e preparados como empregáveis, como capital humano.

•É urgente recuperar o conhecimento como núcleo fundante do currículo e o direito ao conhecimento como ponto de partida para indagar os currículos.

•Reconhecer o direito ao trabalho e aos saberes sobre o trabalho terá de ser um ponto de partida para indagar os currículos.

•O referente ético do direito nos leva a equacionar no currículo o direito aos saberes sobre o trabalho, sobre a produção da existência, dos bens, da vida.

•Outra imagem presente e determinante da docência e da administração escolar é ver os alunos como desiguais perante o conhecimento.

•Dados revelam que altas porcentagens de alunos que não atingem o padrão de normalidade são classificados como incapazes.

•É preocupante que, por décadas, continuemos incapazes ou com medo de questionar nosso olhar que classifica os alunos como desiguais perante as capacidades de aprender.

•Muitos coletivos docentes dedicam tempos ao estudo dessas questões.

•Repensar os currículos à luz dos avanços da ciência sobre os complexos processos do aprender humano.

•Repensar as velhas crenças à luz dos critérios éticos.

•Outra forma de desconstruir a crença na desigualdade de capacidades de aprender confrontá-la com o direito igual de todos à educação, ao conhecimento e à cultura.

•As lógicas do aprender humano passam a ser as determinantes do ordenamento dos conteúdos do ensinar.

•Os currículos organizam conhecimentos, culturas, valores, técnicas e artes a que todo ser humano tem direito.

•Repensar os currículos reconhecendo os educandos como sujeitos de direito à formação plena.

•Organizar a escola, os tempos e o conhecimento, culturas e valores.

•As escolas não são um espaço tranqüilo onde verdades verdadeiras são repassadas, mas questionada